Encorajamento

Nesta semana li um testemunho verídico e incrível de um irmão que, diante do ardor da perseguição e da tortura por amor ao nome de Jesus, em nenhum momento deixou-se desfalecer. E, mesmo debaixo de muito espancamento só pensava em uma coisa: encorajar seus irmãos em Cristo. Quem conta esse testemunho é o vice-presidente de desenvolvimento da Portas Abertas Internacional, Mike Burnard:
“Há alguns meses estive no Butão e um irmão compartilhou comigo uma experiência de vida que falou muito ao meu coração. Ele tentou fazer uma reunião cristã e ouviu das autoridades locais: “Negue Jesus ou saia do país.”
Disseram também para ele que, caso saísse do país, arrancariam os corpos enterrados de todos os seus familiares mortos. Ele se manteve firme.
Começaram a batê-lo até que ele ficasse inconsciente. Nos 18 dias seguintes, a polícia repetia o massacre. Reunia a vila toda e espancava Filemon até que ele ficasse inconsciente.
Naqueles 18 dias em ele foi espancado em frente à cidade, ele me contou o que sentia. As palavras daquele irmão sempre vão ficar comigo. Ele disse: “Mike, em cada um daqueles dias que eu era açoitado, eu me esforçava para sorrir. Eu não queria que os cristãos do local se tornassem desencorajados.”
Percebam meus irmãos: a primeira preocupação dele não era para com os seus machucados, nem com a dor, com as seqüelas que podia ter, nem com a humilhação. Não era querer entender por que Deus havia permitido que ele estivesse lá naquela situação.
A preocupação daquele irmão era com aquilo que as pessoas estavam vendo através dele. Era desfazer aquela tentativa maligna das autoridades de desencorajar os demais cristãos em sua caminhada com Cristo a partir daquele exemplo.”
Este testemunho nos faz refletir no seguinte ponto: em um mundo totalmente individualista, até mesmo dentro da igreja, ainda há pessoas que mesmo com flagelos no corpo não economiza esforços para encorajar outros.

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