Oportunidade ou Oportunismo?

Intitulado originalmente "Senso de oportunidade ou de oportunismo?", segue abaixo um texto de René Vasconcelos postado em seu blog papo de teólogo:
(Fonte: papodeteologo.gospelmais.com.br) Talvez vocês não lembrem, mas a um ano atrás eu fiz uma brincadeira que se chamava “Fazendo crente comprar“, que trazia duas propagandas fictícias com o Marco Feliciano como garoto propaganda. Pois bem, hoje me parece que aquela brincadeira foi “profética”. Na Expo Cristã, feira voltada ao público evangélico que aconteceu semana passada aqui em São Paulo, o pregador Marco Feliciano lançou uma “grife” de roupas que leva o seu nome.
A primeira vista essa notícia não tem nada demais; é apenas um comércio honesto com foco no público cristão utilizando um nome conhecido na mídia, como é de costume com vários artistas. Mas comecei a refletir um pouco mais sobre isso e cheguei a alguns questionamentos que gostaria de compartilhar convosco.
Seria realmente válido utilizar a imagem de um pastor da mesma forma comercial como se utiliza a imagem de um ator, por exemplo? É válido esse senso de oportunidade para gerar negócios? Pois assim como nos parece errado líderes evangélicos usando sua imagem para conseguir votos, também nos parece estranho um líder evangélico utilizando sua popularidade para comercializar produtos.
Outro grande questionamento que me vem à cabeça é o que motiva tal personalidade evangélica a pregar; ele estaria pregando para ser popular, viajar, vender produtos? Estaria ele pregando grandes alegorias para se manter popular pois, caso contrário, ele perderia dinheiro? Pois o púlpito, para ele, é lugar de promover negócios.
Portanto, ainda sou cético em dizer que púlpito não é lugar para ganhar dinheiro. Igreja não serve para promover show-men e entretenimento. Não se deve misturar liderança cristã com política ou comércio. Cada um deve se manter em seu devido lugar pois caso contrário um desses lados definha e outro cresce. E, geralmente, é o lado de líder cristão que definha. O púlpito não é oportunidade de ganhar dinheiro; é oportunidade de ensinar, promover a fé e evangelizar.
Não cabe a nós fazermos julgamentos temerários. Mas, uma coisa é certa! A Bíblia diz que “... haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor (II Pedro 2.1)”. E ainda completa dizendo que muitos desses doutores (ensinadores, pregadores, cantores etc) “...farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita (II Pedro 2.3)".
Portanto, como servos do Senhor, devemos buscar discernimento espiritual para não sermos apanhados de surpresa.
Somente a Deus Glória!

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