Evangélicos contra o HIV

Para celebrar o 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, igrejas de Recife (PE) abrem as portas para mostras temáticas; líderes protestantes alertam que comunidade cristã ainda trata vítimas com preconceito.
Em comemoração ao vigésimo aniversário da instituição do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro, igrejas evangélicas do Recife abriram suas portas para apresentar uma exposição com fotos e informações a respeito da doença. O objetivo da mostra é desmistificar tabus, medos e preconceitos que envolvem a temática da sexualidade, e reforçar o papel protagonista das igrejas no combate à Aids. “Levar esse tema às igrejas provoca certa perplexidade, porque faz com que venham à tona preconceitos, medos e fantasmas relacionados à sexualidade”, ressalta o bispo da Região Anglicana do Nordeste, Sebastião Gameleita Soares. Iniciada no último dia 13 de novembro, estendendo-se até o próximo dia 7, a exposição é realizada simultaneamente em templos de diferentes denominações, como Presbiteriana, Batista, Exército de Salvação, Menonita e Luterana. Paralelamente à mostra, está sendo exibido o documentário Aids: Igrejas em ação, iniciativa das organizações cristãs Diaconia e Koinonia.
“Trata-se de um recurso educativo de impacto, motivando o debate e a reflexão acerca da postura cristã diante da epidemia”, defende Gleizy Gueiros, do Programa de Apoio à Ação Social das Igrejas (PAADI) da Diaconia. Na avaliação da bispa metodista Marisa Coutinho, as igrejas demonstram dificuldades para lidar com a temática da Aids por tratar-se de uma questão de saúde mais abrangente, que afeta a sexualidade e os relacionamentos sexuais. “Não adianta esconder o fato e nem se colocar à parte desta realidade”, frisa a religiosa. Ela lembra que a Aids não atinge apenas grupos com comportamentos outrora considerados de risco, como os homossexuais ou usuários de drogas injetáveis, mas “é uma enfermidade que acomete também mulheres casadas, com parceiros fixos, que pertencem à comunidades de fé.”
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com a doença, que já fez 25 milhões de vítimas fatais. Dos infectados, mais de 2 milhões são crianças menores de 15 anos. Apesar dos avanços na pesquisa e distribuição de drogas que combatem os efeitos da síndrome e dão uma sobrevida melhor aos doentes – como os medicamentos antiretrovirais e o coquetel conhecido como AZT –, apenas 15% dos portadores do HIV têm acesso a elas.
Fonte: Gnotícias

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