segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Uma comunidade em extinção

População cristã na Terra Santa está encolhendo; emigração e baixa natalidade são explicações para o fenômeno.

A comunidade cristã residente em Israel está em perigo de extinção. Espremido entre duas grandes populações – a judia e a muçulmana –, o grupo sofre discriminação e tem diminuído a olhos vistos nos últimos anos. Além do êxodo dos mais jovens em busca de melhores condições de vida, os cristãos estão envelhecendo. “Estamos morrendo”, lastima Nabil Massis, de 50 anos de idade, residente na Cisjordânia. Sua aparência é de um homem bem mais velho, e ele está sem emprego há anos. “Quem tem uma oportunidade de sair por um emprego sai”, diz.
Em Taybeh, na Cisjordânia – o último povoado inteiramente cristão da Terra Santa –, houve nove a dez mortes nos últimos dois meses, comparados com apenas quatro nascimentos. O presidente da Câmara, David Khoury, admite que as taxas altamente desproporcionais de nascimentos e óbitos são “um grande problema” da comunidade.
A baixa taxa de natalidade e o elevado índice de mortalidade, associados ao fluxo da emigração, é uma ameaça concreta a uma população com 2 mil anos de presença na região. Atualmente, restam apenas cerca de 1,3 mil cristãos em Taybeh, a metade do que havia há 40 anos.
Os cristãos árabes perfazem, no geral, menos de dois por cento da população da Terra Santa, composta pelo Estado de Israel e pelos territórios sob administração palestina – Cisjordânia e Faixa de Gaza. Desde a virada do século, a comunidade cristã já se reduziu em quinze por cento.
Fonte: Cristianismo Hoje

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