terça-feira, 13 de outubro de 2009

Morre "único" sacerdote casado da Igreja Católica (Notícia comentada)

O padre Saúl de Sousa, único sacerdote católico português casado e em funções, morreu domingo aos 86 anos, vítima de problemas renais, anunciou hoje a Agência Ecclesia.

Caso único na Igreja Católica em Portugal, o padre Saúl, que foi pároco das Mercês até 2007, tinha sido ordenado sacerdote em 1971, depois de ter pedido dispensa da Igreja Lusitana (anglicanos), que permite o casamento dos sacerdotes.

Na altura em que deixou a Igreja Lusitana, o padre Saúl era casado e tinha três filhos, passando desde então a ser o único caso conhecido de um sacerdote casado na Igreja Católica em Portugal.

Tecnicamente, mesmo os sacerdotes que abandonam a Igreja e se casam continuam a ser sacerdotes, mas em atividade de funções, como pároco, “o padre Saúl era mesmo caso único”, disseram à Lusa fontes da Igreja Católica.

Os sacerdotes que deixam de exercer o ministério, por qualquer motivo, mantêm o seu caráter sacerdotal, mesmo que se casem, podendo mesmo, de acordo com o Código Canônico, prestar a absolvição numa situação de perigo de vida, sendo essa absolvição reconhecida pela Igreja Católica ( Fonte: DD/Notícias Cristãs).

A notícia acima revela que a igreja católica é parcial ao lidar com certos comportamentos dos seus clérigos e no cumprimento da suas regras e dogmas.

Quanto a proibição do casamento entre seus sacerdotes, sabemos que essa é uma atitude tomada pela igreja romana que não tem respaldo na Bíblia. Textos como Marcos 1.29-31, mostram claramente que Pedro, o qual a igreja romana considera erroneamente como o primeiro papa, também era casado. Está escrito em I Timóteo 3.2: "Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar".

Apesar de não aparecer, mas esse assunto continua sendo polêmico entre muitos do clero da igreja católica apostólica romana. É conhecido por muitos que por causa da proibição do casamento entre os bispos e padres e de outras ideologias, a igreja católica no Brasil sofreu um cisma em 1912, vindo a ser fundada juridicamente em 1945, pelo então bispo Dom Carlos Duarte Costa, a Igreja Católica Apostólica Brasileira (quem disse que na igreja católica não há divisão?), igreja essa dissidente da igreja romana e não reconhecida pelo vaticano, todavia presente em várias cidades brasileiras.

A nível de conhecimento, é sabido que nem sempre foi assim. Ou seja, houve uma época em que não havia celibato entre os padres e madres da igreja católica apostólica romana. A história diz que, depois de muitos embates, foi no século 16, durante o Concílio de Trento, que o celibato foi imposto obrigatoriamente entre seus sacerdotes.

Um dos argumentos que levaram a igreja romana a impor o celibato, foi dizer que “a sexualidade atrapalha a espiritualidade”, o que é um grande absurdo se pensar isso entre pessoas legalmente casadas. Porém, há sociólogos que afirmam que o celibato foi instituído como uma estratégia política, cuja única finalidade era: não permitir que os bens matérias da igreja fossem utilizados para cobrir despesas das famílias dos sacerdotes nem ficassem como herança para seus filhos. Desta forma, fica evidente, que essa é uma visão extremamente materialista e terrena dessa “igreja” que não tem nada de espiritual.

Pb. Gleison Elias Pereira.

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