sábado, 26 de dezembro de 2009

Daniel Berg e Gunnar Vingren contra o reteté e outros modismos


Talvez o título desta postagem lhe pareça estranho, mas o fato é que o jornal Mensageiro da Paz do mês de novembro brindou os leitores com um excelente artigo intitulado “O equilíbrio e a firmeza bíblico-doutrinária de Gunnar Vingren e Daniel Berg”, onde é relatado dois episódios da vida ministerial dos pioneiros das Assembléias de Deus no Brasil. Esse artigo nos revelou que nossos pioneiros eram obreiros equilibrados e possuidores de sólido conhecimento bíblico, e ambos rejeitavam todo e qualquer tipo de modismos e excessos que não tinham sustentabilidade na Palavra de Deus.

No primeiro episodio, o artigo relata que o missionário Gunnar Vingren encontrava-se pela primeira vez na cidade de Criciúma (SC), onde foi recebido por crentes lituanos. Segundo o artigo, esses crentes lituanos promoviam à noite cultos no idioma lituano, e durante essas reuniões ocorriam estranhas manifestações que foram severamente reprovadas pelo missionário.

“Primeiro cantaram um hino. Depois todos tiraram os sapatos e se deitaram no chão num círculo. Depois que todos haviam orado, começaram a pular e a dançar durante mais ou menos meia hora. Depois se puseram de joelhos outra vez e oraram. Eu os exortei a que deixassem essa coisa de dançar, pois isso não está escrito no Novo Testamento, e era uma bobagem que eles deviam abandonar”. [1]

Essa experiência vivenciada por Gunnar Vingren também está relatada no livro O Diário do Pioneiro (CPAD), p. 97-101.

Semelhantemente, uma situação parecida ocorreu com Daniel Berg, quando ele em 1932, logo depois de assumir a liderança de uma igreja em Portugal, deu-se ali uma cisão. “A maioria, pouco mais de 10 crentes, partiu para o Carvalhido (Prelada), a fim de cultuar na casa de oração alugada por Daniel Berg. Esse grupo de pioneiros deu origem à igreja pentecostal que ali existe hoje. No resumo histórico dessa igreja, publicado no site www.adporto.net/historial.php, o autor afirma que um dos motivos da cisão seria o fato de Daniel Berg valorizar mais a Bíblia e a mensagem pregada do que os testemunhos pessoais (bênçãos recebidas) narrados durante o culto.” [2]

Sem dúvida, os exemplos de vida deixados por esses notáveis pioneiros do pentecostalismo brasileiro têm muito a ensinar aqueles que vivem iludidos e enganados com movimentos tipo reteté e outros modismos existentes em nossos dias.

Pb. Gleison Elias Pereira

 
Referência
[1] e [2] Mensageiro da Paz, Ano 79, Número 1.494 - Novembro de 2009

7 comentários:

Anônimo disse...

Caro irmão Elias por favor reveja seus conceitos com o movimento tipo reteté. Sou de uma família pioneira das Assembléias de Deus no Paraná, no tempo dos meus tataravós e bisavós, que foram amigos de Daniel Berg, os irmãos arrastavam os bancos da igreja para não quebra-los, muitos eram levados para casa carregados e sem forças pois tinham grandes revelações de Deus.Certa vez Gunnar Vingrem pregou com tanta unção que muitos foram batizados com o Espirito Santo, muitos pulavam e corriam dentro da pequena igreja, o irmão Vingrem impôs as mãos sobre um irmão e a presença de Deus o envolveu de tal forma que seus pés, literalmente, sairam do chão. Portanto Irmão Elias as Assembléias de Deus nasceram no reteté, cresceram no reteté e continuarão no reteté.Amém

Nelson Nincao disse...

Anônimo.

Nelson Nincao disse...

Anônimo.

Anônimo disse...

Creio que o termo "Reteté" é muito mal aplicado, principalmente se tratando do pentecostalismo clássico em que a Assembléia de Deus é fundamentada.

Anônimo disse...

concordo! reteté não vem de Deus! nós até podemos pular correr e falar línguas, mas dançar e cair e gritar feitos doidos aí também não né.

mikael golsbergh disse...

Vamos lá falar em línguas nunca foi os decantos desses circos atuais ,em que os grandes palhaços são o povo ordenados pelo mestre de picadeiro que são os atuais pastores!

Adilson Ktu disse...

Pessoal eu sou da Assembléia de Deus. Me chamo Adilson Ferreira. Gostaria de entrar um pouco no assunto.
Olha quando o espírito santo de Deus toma alguém ele é quem dita. O poder de Deus ali naquela hora é manifesto e sem o controle total do cidadão. Se hoje temos pessoas que pra ter cargos , ou chegar a obreiros que é uma condição muitas das vezes doltrinario das igrejas, aí é que o problema. Eu dou um concelho. Bachaste a cabeça ore pro do indivíduo, peça a Deus discernimento. Se não for verdadeiro irmãos vai se acertar com Deus e se for verdadeiro aleluia e que venha o reteste se acharem melhor chamar assim. Eu chamo tomado.pelo espírito. E ainda tem uma pergunta: Nos controlamos o espírito de Deus? Ou o espírito de Deus é quem nos controla no momento dele? Amém irmãos fiquem na paz e graça do nosso Senhor Jesus. Amem

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