sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Do Pentecoste à Reforma: Conquistas e Desafios da Igreja de Cristo ante os principais movimentos teológicos e heréticos

Em um período que abrange do pentecostes até o inicio da reforma, a igreja sofreu grandes conflitos de ordem interna. Na maioria das vezes esses conflitos eram promovidos por divergências doutrinárias, especialmente quando havia contradição nos ensinamentos neotestamentários. Todos esses problemas internos enfrentados pela igreja durante esse período fizeram com que surgissem muitos movimentos teológicos, e quase todos tinham o intuito de refutarem erros doutrinários, combater heresias e estabelecer doutrinas.

Mas toda essa movimentação teológica se fez necessário devido o aparecimento de uma grande variedade de heresias conflitantes no meio da igreja. Nem mesmo os apóstolos do Senhor ficaram sossegados por causa de heresias que já havia surgido nos primeiros anos da igreja.

A seguir segue um resumo das principais e mais nocivas dessas heresias surgidas desde o pentecostes, registrado no livro de Atos, até o inicio da reforma protestante, tendo algumas que foram combatidas e denunciadas nas Epístolas do apóstolo Paulo e João, foram elas:

1. O Ebionismo, cujos promotores eram judeus conversos que tentaram judaizar o cristianismo, pregando a salvação pelas obras e negando a divindade de Jesus, sendo inclusive refutado por Inácio, que salientava a salvação unicamente pela graça de Cristo.

2. O Marcionismo e o Maniqueísmo, ambos ensinos gnosticos, que ensinavam basicamente ser a matéria irremediavelmente má, negando a humanidade de Cristo.

3. O Montanismo que no inicio do movimento teve o propósito de salientar a obra do Espírito Santo, acabaram se equivocando, porque acabaram negligenciando as Escrituras.

4. O Monarquianismo, que negavam a doutrina da trindade e a divindade de Cristo, bem como o Donatismo que na época protestava essencialmente as práticas católicas, mas acabaram causando divisão na igreja.

É importante se salientar que a maioria desses movimentos heréticos questionavam a natureza humana e divina de Cristo, principalmente na época do Bispo Ário em 326 d.C que negava a divindade do Senhor Jesus. Todavia, essas heresias foram combatidas em vários concílios ecumênicos realizados nas cidades de Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia, onde foram estabelecidos as doutrinas da trindade e da natureza humana e divina de Cristo numa só pessoa. Sendo que todos esses ensinos já eram observados na igreja do ocidental.

Desses vários concílios realizados desde o ano de 325 a 787 d.C. quatro foram para resolver as disputas acerca da divindade e humanidade de Cristo, onde as posições de Ário, Apolinário e Nestório foram condenadas. Os demais concílios foram para confirmar as duas naturezas de Cristo e condenar outras heresias, sendo um total de sete concílios ecumênicos reconhecidos pela igreja do ocidente e oriente.

Apesar de todos esses conflitos interno, a igreja dessa época superou os momentos difíceis e obteve grandes realizações como: formularem credos que eram uma declaração doutrinária dos rudimentos da fé cristã e estabelecer o cânon das Escrituras Sagradas.

Ainda, quando se trata de heresia nos dias de hoje, fica fácil perceber que a história está se repetindo de uma forma mais intensa. Creio que nunca houve um tempo como este onde tem surgido tantos conflitos e confusão no meio do povo de Deus. Vivemos momentos que foram profetizados pelo Apóstolo Paulo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela, II Timóteo 3.1-5”.

Sem dúvida, sendo também terríveis heresias, a teologia da prosperidade e a confissão positiva têm levado pessoas e ministérios inteiros a se desviarem da verdade, levando-os a uma adoração idólatra do deus Mamom. E, o pior é que até mesmo seitas ocultistas como o satanismo, demonismo e espiritismo têm crescido lamentavelmente nos dias atuais.

Por isso, mais uma fez, os santos e fiéis servos de Cristo nos dias de hoje, precisam também levantar a Bandeira do verdadeiro Evangelho e proclamarem sem concessões toda a justiça de Deus. E dizer para as pessoas que somente o conhecimento e obediência na infalível e Santa Palavra de Deus tem o poder para libertar o homem do pecado, do orgulho, das heresias e dos conflitos. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará, João 8.21”.

Pb. Gleison Elias Pereira

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