domingo, 27 de abril de 2008

SÉRIE HERÓIS DA FÉ: EMÍLIO CONDE



Neste post conheceremos mais um HERÓI DA FÉ, o seu nome é EMÍLIO CONDE. Um homem usado poderosamente para dinfundir a mensagem da Palavra de Deus através da escrita. Ele é conhecido como apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil. Emílio compôs vários hinos da Harpa e deixou um grande legado para as Assembléias de Deus no Brasil. Confira o testemunho de vida deixado por esse servo de Deus e seja edificado!




EMÍLIO CONDE

Nasceu no dia 8 de outubro de 1901, em São Paulo. Seus pais, João Batista Conde e Maria Rosa eram de origem italiana. Conseqüentemente, o primeiro contato de Emílio com o Evangelho foi na Congregação Cristã no Brasil, fundada por italianos. Ali, o futuro escritor evangélico creu em Jesus Cristo e se tornou membro da igreja no dia 21 de abril de 1919, sendo em seguida batizado com o Espírito Santo. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, passou a freqüentar a Assembléia de Deus na Rua Figueira de Melo, 232, em São Cristóvão, pastoreada na época pelo missionário Samuel Nyström. Entusiasmado com o calor espiritual dos que ali se reuniam para cultuar a Deus, Emílio Conde transferiu-se de sua denominação e tornou-se membro dessa igreja.Em 1937, o missionário Nils Kastberg encontrou-o trabalhando como intérprete em um restaurante do Rio de Janeiro. A Casa Publicadora começava a surgir nesse ano. – “Irmão Conde, necessitamos de alguém para atender ao expediente da redação de nosso periódico, o ‘Mensageiro da Paz’. Sabemos que o irmão reúne em si todas as qualificações necessárias para tal cargo. O irmão aceita ser nosso redator?” Surpreso, antevendo a determinação divina que se sobressaía naquele convite tão simples, e sentindo-se tocado em um dos pontos fundamentais de sua vida, a sua vocação, aceitou. Era o amanhecer do ministério do apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil.Sua admissão oficial como funcionário da CPAD data de 15 de março de 1940. Desde o convite do missionário Nils Kastberg até aquela data, fora apenas colaborador. Daí por diante, por mais de trinta anos Emílio Conde dedicaria à CPAD seu talento, sua cultura, sua impressionante capacidade de trabalho, sua mente clara e fecunda. Era um homem humilde, simples. Não costumava ostentar os conhecimentos que possuía. Entre os amigos, sua palavra simples e amena, dosada pelo bom humor e pela sinceridade, descontraía a todos que a ele se achegassem. Para os que se viam angustiados ou confusos, procurá-lo era encontrar nele um apoio, uma palavra amiga, esclarecida, experimentada, confortadora.Seu trabalho na imprensa evangélica não foi uma profissão: foi um sacerdócio. Trabalhou para levar a semente da Palavra aos corações, e nisto empregou toda a sua vida. Deu-se a si mesmo, como está em 2 Coríntios 8.5: “...mas a si mesmo se deram, primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus.” E era tão grande seu amor por esse trabalho, que chegou a rejeitar muitas propostas de empregos extra-evangélicos, pois se os aceitasse, tornar-se-ia inepto para o desempenho da função que exercia. E, agindo assim, sempre esteve à altura da posição que ocupava, e sempre pronto a cooperar com a causa das Assembléias de Deus no Brasil. Graças à sua maneira sóbria e digna de se conduzir, foi, entre nós, uma espécie de representante mor de nosso movimento em todos os meios sociais e evangélicos. De 1946 a 1958 representou oficialmente as Assembléias de Deus no Brasil nas Conferências Mundiais Pentecostais, havendo estado em Estocolmo, Londres e Toronto. E foi também, durante muitos anos, nosso representante, não só na Diretoria, mas também nas Comissões da Sociedade Bíblica do Brasil.Quando principiou a escrever em função do Evangelho, eram poucos os que entre nós podiam e se prestavam a tal ofício. Portanto, foi de sua caneta que fluiu a maioria dos artigos, das notícias e das reportagens usadas no nosso jornal e nas nossas revistas, e ainda nos livros da CPAD e tudo mais que ia do Sul ao Norte do Brasil para as nossas igrejas – as mensagens escritas para edificação dos fiéis. Seu conhecimento e sua visão espiritual abrangia toda a comunidade evangélica brasileira. Empenhou-se a fundo em obter dados no Movimento Pentecostal no Brasil e no mundo e, como resultado, escreveu os livros: O Testemunho dos Séculos e História das Assembléias de Deus no Brasil (este último, reescrito e ampliado pela CPAD). Escreveu também os seguintes livros: Asas do Ideal, O Homem, Pentecostes para Todos, Igrejas sem Brilho, Nos Domínios da Fé, Caminhos do Mundo Antigo, Flores do Meu Jardim, Tesouros de Conhecimentos Bíblicos, e Estudos da Palavra.Era, sobretudo, um homem de oração. Foi orando que recebeu de Deus inspiração para compor 25 hinos de nossa harpa, e outros, sendo dois em parceria com o missionário Nils Kastberg, e cinco com a missionária Eufrosine Kastberg. Integrou, durante muitos anos, o Coral da Assembléia de Deus em São Cristóvão, tendo sido também organista e acordeonista. Gostava muito de cantar, e todos quantos o ouviam, sentiam vibras as cordas de seu coração, pois ele estava sempre desejando “as ruas de ouro e cristal da formosa Jerusalém”.Considerando o imenso e relevante trabalho por ele prestado à Assembléia de Deus no Brasil, foi lhe oferecido certa vez, por um grupo de pastores, o acesso ao Ministério do Evangelho, através de ordenação, mas ele recusou definitivamente.Em janeiro de 1971, acometido de uma já antiga enfermidade, oriunda de complicações pós-operatórias, baixou o Hospital Evangélico, na Tijuca. Uma semana antes a irmã Didi, enfermeira que cuidou dele nos últimos meses, o encontrara dormindo com a caneta entre os dedos, debruçado totalmente sobre o trabalho inacabado. Seria sua última página escrita. Aplicadas todas as forças da alma e do corpo para servir a Cristo, toda sua vida não lhe fora suficiente; era-lhe necessário passar para a eternidade e continuar servindo “Aquele que é mais sutil que o ar, mais ligeiro que o relâmpago, e cujo olhar é mais belo que um alvorecer de primavera, e mais suave que a claridade das estrelas”.Ás 13.00 horas do dia 5 de janeiro de 1971, Emílio Conde dormiu no Senhor. Às 17.00 horas do mesmo dia seu corpo saía do Hospital Evangélico para ser velado no Templo da Assembléia de Deus em São Cristóvão, ficando próximo ao púlpito, aquele mesmo púlpito onde pregara tantas vezes e onde tantas vezes cantara. A rádio Nacional, a Tupi e a Globo noticiaram com detalhes o seu falecimento.

Extraído do livro: Eles Andaram com Deus, pp 149-160, de Jefferson Magno Costa, Edição CPAD.

9 comentários:

Ide e anunciai disse...

A Paz de Cristo meu irmão,

Parabéns pela excelente postagem,ainda ontem
estava lendo sobre este grande homem de Deus,
realmente "Um Herói da fé".
Estou seguindo seu blog,pois é muito edificante.

Faça-nos uma visita e deixe seu comentário.
http://pbsilas.blogspot.com

Em Cristo,
Pb.Silas

Anônimo disse...

irmão, me ajuda encontrar livros de emilio conde , principalmnte flores do meu jardim
raimundinhaviana@bol.com.br

Anônimo disse...

Obrigado era o meu Tio-Avô que tinha uma irmão chamada Julia Conde que na sombra foi uma digna e fiel serva do Senhor Jesus.

Luis Ferreira

Gleison Elias Pereira disse...

Luís, a Paz do Senhor Jesus,

É eu que te agradeço pela participação. Que o Senhor continue abençoando você e sua família.
Um abraço!

Anônimo disse...

Obrigado e já agora só uma pequena correcção, o meu tio era filho de pais portugueses.

Um Abraço

Gleison Elias Pereira disse...

irmão Luís,

Uns dias atrás uma irmã por nome Ruth Conde, sobrinha de Emílio Conde, entrou em contato comigo para que eu lhe ajudasse a encontrar primos e sobrinhos do seu Tio Emílio. Não sei se a conhece, mas você poderia entrar em contato com ela. Ela deixou seu e-mail comigo para contato: passos.simas@gmail.com
É provável que vocês sejam parentes também.
Um abraço!

Anônimo disse...

Quem foram os "missionários" Gunnar Vingren e Daniel Berg?

Gunnar Vingren e Daniel Berg
Trouxeram a "Igreja Assembleia de Deus" para o Brasil


Foram expulsos da Igreja Batista nos EUA por se rebelarem contra a Sã Doutrina e provocarem divisões;

Tiveram uma "visão" que deveriam vir ao Brasil montar uma "nova" igreja ;

Chegando aqui, foram à uma igreja Batista e se apresentaram como pastores Batistas, portando, mentindo ao pastor daquela igreja;

Pediram entrada nessa igreja, entrada esta que foi de princípio negada por não terem carta de transferência (e nem poderiam ter, pois tinham sido excluídos). Omitindo que eram membros excluídos, apresentaram-se como verdadeiros pastores batistas e disseram que as cartas de transferência estavam chegando por navio, e isso lhes deu a confiança do pastor Batista para permitir que morassem no porão da igreja;

O pastor que os recebeu de braços abertos precisou viajar para uma convenção. Sem a presença do pastor, e ajudado por um co-moderador da igreja, eles conseguiram filiação na igreja, mesmo sem as cartas de transferência. Começaram então a induzir alguns membros a ficarem após o culto para assistir suas reuniões, às quais, eram feitas sem o conhecimento e a autorização da igreja e no porão onde estavam instalados;

Seus "cultos" eram muito barulhentos e cheios de êxtases, e alguns começaram a dizer que tinham recebido dos dois o que eles chamam de "batismo com fogo". Um irmão da igreja descobriu o caso, e logo comunicou a igreja. Foi feita uma reunião para apurar o caso, e nessa reunião os dois e mais onze membros da igreja foram excluídos;

Os dois, agora excluídos, continuaram a realizar trabalho de proselitismo entre os membros da Igreja. O proselitismo perdurou por toda a sua vida. Um deles afirma em seu diário que: "Por onde íamos, buscávamos nas igrejas e nas casas dos batistas infundirem o novo batismo"[Pescadores de aquário é?]. Este "novo batismo" constitui a heresia pentecostal de "doar" aos "crentes" o "dom de línguas";

O que estes dois fizeram foi desonesto. Mentiram que eram Batistas quando não eram. Diziam estar em comunhão quando na verdade foram excluídos. Esperaram um pastor viajar para poderem agir de uma forma sorrateira. E hoje são aclamados "heróis" entre os assembleianos.

blogdoclaudio.co.cc

Anônimo disse...

A explicação das tuas palavras ílumina e dá discernimento
Aos inexperientes. (NVI). Salmos 119.130

I CORÍNTIOS 12

7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;

10 E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.

11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

27 Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.

28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres?

30 Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?

31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.

CAPÍTULO 14

3 Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.

4 O que fala em outra língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.

Os dons de línguas e o de profecia é sinal do batismo com o Espírito Santo? Não! Todos os crentes são batizados com o Espírito Santo.

1 Coríntios 12:13
"Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo" -

EFÉSIOS 1. 13
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

Todos os crentes são batizados com o Espírito Santo.
Não existe na bíblia duas classes de crentes, os com o espírito santo, e outros sem o
Espírito santo
Porque?.. veja o que Paulo diz:

Romanos. 8
9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10 E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.

A pessoa sem o espírito santo não é de cristo, e se não é de Cristo não é cristão. leia o restante da matéria no blog do claudio. www.blogdoclaudio.co.cc

Gleison Elias Pereira disse...

Não sei onde você quer chegar com esse comentário. De qualquer forma, essa versão da história eu já conhecia. Ela foi inventada por alguns líderes batistas.

Uma coisa é certa meu caro, as palavras de Gamaliel em Atos dos Apóstolos são apropriadas quando se deseja avaliar o bendito Movimento Pentecostal. Esse doutor da lei disse: "Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará. Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus, Atos 5:38,39".

Agora, eu te pergunto, essa obra chamada Assembleia de Deu é de homens ou de Deus? contra fatos não há argumentos. As evidências comprovam que as Assembleias de Deus no Brasil é uma obra de Deus que veio somar com as demais denominações compromissadas com a Palavra de Deus no objetivo de evangelizar e conduzir vidas a Deus.

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