Uma resposta sobre divisão para os católicos

De vez em quando nos deparamos com católicos acusando as igrejas evangélicas e protestantes de serem divididas entre si. Eu mesmo já cheguei a conversar com algumas dessas pessoas que chegaram ao absurdo de dizer que Martinho Lutero foi o principal pivô de toda essa divisão e pluralidade de denominações existentes no mundo.

Não quero aqui negar a existência de divisões, dissensões, disputas e tantas outras coisas ruins existentes no meio evangélico. São diversos os motivos que levaram a isso, a maioria deles é banal e injustificável. Talvez, a única justificativa plausível ocorresse quando certa divisão tivesse ocorrido dentro dos parâmetros de 1 Coríntios 11.19, quando Paulo disse: “Não há dúvida de que é preciso haver divisões entre vocês para que fique claro quem são os que estão certos (NTLH)”. Se você preferir outra versão, este mesmo versículo ficaria assim: “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós (ACF)”.

Acontece, que quando essas pessoas falam de divisões entre denominações evangélicas, principalmente os católicos, eles acabam se esquecendo (se é que sabem) que uma das primeiras grandes divisões na igreja ocorreu dentro do próprio catolicismo. Quem conhece um pouco de história da igreja sabe o que estou dizendo! Pois, foi em 1054 que ocorreu um grande cisma entre católicos do ocidente e oriente, formando uma outra instituição católica conhecida até hoje como Igreja Católica Apostólica Ortodoxa. Essa divisão ocorreu por disputas política, hierárquicas e de rituais, muito parecido com que ocorre entre muitas igrejas evangélicas atualmente. Vale lembrar ainda, que os católicos ortodoxos não reconhecem a autoridade do Papa nem aceitam os dogmas proclamados pela Igreja Católica Romana. O que é isso senão divisão!

Para decepção dos católicos, essa não foi a única divisão ocorrida na igreja romana. Só para se ter uma noção da diversidade católica, abaixo segue uma lista das principais denominações católicas existentes atualmente, fruto de diversas divisões ocorrida na mesma:

A Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB), que é uma dissidência da Igreja Católica Apostólica Romana, criada a 6 de julho de 1945 no Brasil, pelo conhecido Dom Carlos Duarte Costa.

A Igreja Católica Conservadora do Brasil, que também é uma denominação católica de rito idolatra e romano. É independente do vaticano e não presta nenhuma obediência ao seu Papa.

A Igreja Católica Liberal (ICL), undada em Londres em 1916, que também é uma igrejas Católica independentes de Roma, também não presta obediência ao seu Papa e administra sete sacramentos.

A Igreja Católica Carismática que é um movimento de caráter pentecostal. Em muitos lugares, como na minha própria cidade os católicos romanos e carismáticos vivem constantemente em brigas e disputadas.

A Velho-Católica, é também um movimento de católicos independentes, fruto de outra divisão ocorrida após o Concílio Vaticano I (1869-1870).

Existem outras igrejas rito católico, fruto de divisões dentro do catolicismo, tais como a Igreja Episcopal Latina do Brasil, a Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil e muitas outras.

Assim, se os evangélicos estão divididos, seria correto dizer que os católicos foram os pioneiros dessa bagunça. Portanto, a minha recomendação para os mesmos é: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão, Mateus 7.5”.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

Comentários

  1. É muita hipocrisia desses idólatras nos chamar de divisores. Boa resposta, bem fundamentada.
    Deus te abençoe!

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  2. Ricardo André, a Paz do Senhor Jesus,

    Obrigado pelo incentivo e por sua participação neste Blog.

    Espero que está resposta esclareça muitos católicos desinformados quanto a este assunto.

    Um abraço!

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  3. Olá, boa Tarde!
    vim, te visitar, te oferecer o selinho da primavera e deixar o meu toque de carinho e amizade
    Tenha um fim de semana cheio de graça e paz
    san

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  4. Penso que você ainda não viu a implicação dessa questão. Poucos protestantes percebem essa incoerencia da "reforma". Eu demorei um pouco para perceber.

    Escrevi até um texto sobre o assunto, mas como não é uma resposta direta ao blog, resolvi não postá-la, e sim a resposta que me fez conhecer seu blog:

    http://fimdafarsa.blogspot.com/2011/05/refutando-uma-resposta-sobre-divisao.html

    Abraços

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  5. Caro Jonadabe,

    Há muito mais incoerência e contradições no catolicismo do que no protestantismo. Suas práticas e crenças estão totalmente distantes do que a Palavra de Deus ensina em termos de doutrina e fé.

    Eu li a resposta que escreveram sobre meu artigo e sinceramente não me surpreendi com nada. Na verdade não podia esperar outra coisa de um católico.

    De qualquer forma, fique feliz que meu texto incomodou alguns de vocês, pois tenho esperança que muitos outros católicos conheçam verdade exposta unicamente na Bíblia Sagrada, um santo livro amado e pregado fielmente pelos protestantes.

    Caso queira refletir mais um pouco sobre outros textos meus que tratam de assuntos igualmente importantes, segue os lins:

    1)Contradições do Papa Bento XVI:
    http://gleisonelias.blogspot.com/2009/09/contradicoes-do-papa-bento-xvi.html

    2)Falácias da tradição oral:
    http://gleisonelias.blogspot.com/2010/09/falacias-da-tradicao-oral.html

    3)Bento XVI e a culpa coletiva judaica pela morte de Jesus:
    http://gleisonelias.blogspot.com/2011/03/bento-xvi-e-culpa-coletiva-judaica-pela.html

    4)terça-feira, 13 de outubro de 2009
    Morre "único" sacerdote casado da Igreja Católica (Notícia comentada):
    http://gleisonelias.blogspot.com/2009/10/morre-unico-sacerdote-casado-da-igreja.html

    5)Igreja Católica, Padres e Pedofilia - Documentário BBC:
    http://gleisonelias.blogspot.com/2010/02/igreja-catolica-padres-e-pedofilia.html

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  6. Me surpreendeu realmente que não se incomodou, isso porque ele mostrou como a mensagem das Escrituras foram distorcidas. A blogueiros cristãos o que se espera é o minimo de honestidade para responder algo.

    Me surpreendeu também dizer que "não se podia esperar outra coisa de um católico". Realmente você desconhece a Igreja Católica. Os exemplos são os links que indicou.

    É óbvio que Bento XVI pode se contradizer. Vi nesse blog um comentário seu sobre o segundo livro dele. Talvez não tenha nem mesmo lido o livro e observado os argumentos, pois foi o que pareceu com o teor das postagens. Se não leu o segundo, mas comentou, é bem provavel que não tenha lido o primeiro, no qual ele diz que o livro não é dotado de infalibilidade, conceito esse que o sr. demonstrou desconhecer com o texto sobre as contradições do Papa. Não vou tentar explicar, há várias páginas explicando a quem quer conhecer a verdade, e não um espantalho que fazem dela. Perceba que não estou a concordar ou discordar do que Bento XVI disse, estou fazendo referencia a seu desconhecimento de uma coisa que pretendeu criticar.

    Outro exemplo é sobre a "refutação" da Tradição Oral. Carissimo, não vou nem comentar sua petição de principio no momento, se tiver tempo escreverei algo referente ao seu texto.

    A Tradição Oral hoje é reconhecida pelos atuais estudiosos da Bíblia (principalmente do NT e o Jesus Histórico). E não me refiro somente a estudiosos católicos, mas a protestantes, judeus, agnósticos e até ateus. Mas a Tradição Oral não é evidenciada pela passagem que citou, é afirmada tanto pela Bíblia como pelos Pais da Igreja. As próprias escrituras sagradas são resultado e desenvolvimento dessa Tradição. De estudiosos protestantes que afirmam isso, posso citar Craig Bloomberg, que fala impliscitamente no livro "Questões cruciais do Novo Testamento". Aquele texto foi muito simplório e deixa pasasr o principal sobre o assunto.

    O "ultimo padre casado" realmente foi desanimador. Primeiro porque há padres católicos casados, como Anglicanos que voltam a Igreja, ou Católicos de rito oriental. Segundo, porque isso é uma questão de costume, que compete apenas aos católicos, e não de doutrina. Em nenhum momento se afirma que isso é doutrina. Ou seja, totalmente irrelevante criticar isso.

    Citar a pedofilia foi o fundo do poço. Não vejo nenhum protestante sério fazer isso, e é algo que, sinceramente, nem vale ser comentado.

    Eu realmente esperava uma resposta coerente, ou que você tentasse refutar, em vez de pular para outros assuntos e cometer falácia. Ainda espero alguma cosia relevante referente ao texto que passei, só que com menos esperança.

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  7. Detalhe: Bloomberg não fala diretamente sobre a Tradição Oral pós I século (mas fala especificamente da Tradição do primeiro século), mas o assunto pode ser abordado e evidenciado pelos dados apresentados por ele.

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  8. A propósito. Encontrei algumas perguntas e não vi nenhum blog protestante responder. Já passei para alguns amigos responderem (ainda não me enviaram a resposta).

    Gostaria de ver o que tem a dizer sobre o assunto:

    http://porquecreio.blogspot.com/2011/05/cinco-perguntas-que-os-protestantes-nao.html

    Abraços.

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  9. Meu caro Jonadabe,

    Te garanto que sou honesto naquilo que procuro escrever e ensinar. Por isso tenho plena consciência que não distorci texto algum.

    Já a referida "refutação" no link que você indicou não constituiu para a minha pessoa uma refutação séria, sólida e principalmente bíblica, pois os textos que ele usou foram distorcidos para apresentarem seu pretexto. Além do mais, achei desonesto desconectar as partes do meu texto para comentá-lo, pois além de distorcer o sentido do mesmo é uma forma de manipular um leitor desatento.

    Confesso-te que até desejei escrever uma contra-resposta para essa pretensa "refutação", mas infelizmente não disponho de tanto tempo assim. Mas, prometo que irei fazer o possível para dispor de um tempinho e escrever alguma coisa.

    Quanto as perguntas que você disse ter encontrado, quero dizer-te que não é difícil responde-las. E, assim, que for possível irei postar as respostas. Quando isso acontecer entrarei em contato pelo seu blog.

    Abraços!

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Bom, pelo que li dos dois textos não vi desconecção do que escreveu, entendo a questão do tempo, mas estou no aguardo.

    Fica na paz.

    Abraços.

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  12. (o comentario removido foi bem parecido com esse acima, só que sem referencia à sua falta de tempo.)

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  13. Gleison Elias,

    Este seu texto demonstra profunda Ignorancia a respeito da Igreja católica e dos Ramos heréticos e cismáticos que vieram a partir de pessoas que antes eram da Igreja católica.

    "Igreja católica carismática" e existe isso?
    Primeiro que a Renovação Carismática católica é um movimento da Igreja Católica e está em plena comunhão com o Resto da Igreja.

    Existe uma Igreja no amazonas chamada de "Igreja católica carismática" , mas que nunca foi católica, nem veio da Igreja católica, é uma Igreja independente fundada, é só olhar o site deles e ver que nada tem de católico.

    Em relação a tradicionais e carismáticos na Igreja Latina, é somente questão de visão de vivencia doutrinária, carismáticos são mais alegres e tradicionais mais sentrados e sérios nos cultos, e primeiro por que ambos vivem as mesmas doutrinas diferentemente do protestantismo.


    Todas as outras que você citou de modo nenhum fazem parte da Igreja católica. Se for Assim devemos considerar o protestantismo e todas as suas seitas como grupos da Igreja católica divididos, visto que Lutero, Calvino e CIA, Pais do protestantismo eram católicos.

    A Igreja ortodoxa se separou em 1054, porém hoje a Igreja ortodoxa está em plena comunhão com a Igreja Latina, e ambos partilham das mesmas doutrinas.

    A Igreja Episcopal se você não sabe é um ramo protestante e não católico.

    Todas as Igrejas de rito Oriental partilham de comunhão com a Igreja latina.

    Antes de pegar revistinhas de "abobogética" procure antes estudar a realidade, para não escrever besteiras, pois seu texto demonstra desconhecimento do assunto.

    E mesmo que o seu texto procedece nenhum dos grupos citados fora a Episcopal (que é protestante), se separou por que "viu" na bíblia um texto e interpretou ao seu bel prazer, dizendo que o Espirito Santo "inspirou" e consequentemente fundou seu curralzinho doutrinário, dizendo que é mais certo do que os outros da esquina anterior.


    In Cord Iesu, Semper,

    Rafael Rodrigues

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  14. Olá Rafael Rodrigues,

    Imagino que deve ser difícil para você aceitar as evidências de que o catolicismo romano está dividido. Não falo apenas da instituição em si, mas vocês são divididos também na teologia, haja vista existir no meio de vocês famosa Teologia da Libertação (braço do comunismo).

    Mas, se para você divisão possa ser uma palavra muito cruel, vou suavizar com um eufenismo trocando a palavra "divisão" por "categorias", um termo muito usado por escritores como John Ankerberg e John Weldor em um livro sobre catolicismo, onde eles expuseram as diferentes categorias do catolicismo romano moderno.

    Essas diferentes categorias ou divisões internas (ops! desculpe pelo termo divisão novamente, mas não pude evitar) elencadas por John Ankerberg e John Weldor são as seguintes:

    1. Catolicismo nominal ou social: o catolicismo romano da maioria não comprometida, aqueles que talvez nasceram ou se casaram na Igreja, mas têm pouco conhecimento da teologia católica e que são, na prática, católicos somente de nome.

    2. Catolicismo sincretista ou eclético: o catolicismo romano que está misturado ou foi absorvido, em diferentes graus, pela religião paga da cultura nativa em que ele existe (como no México e na América do Sul).

    3. Catolicismo tradicional ou ortodoxo: o ramo poderoso e conservador do catolicismo romano que sustenta as doutrinas históricas da Igreja, tais como as que foram reafirmadas no Concilio de Trento no século dezesseis.

    4. Catolicismo "moderado": o catolicismo romano do Vaticano II, o qual não é completamente tradicional nem inteiramente liberal.

    5. Catolicismo modernista ou liberal: o catolicismo romano "progressista", posterior ao Vaticano II, que re¬jeita até certo ponto a doutrina tradicional.

    6. Catolicismo cultural ou étnico: o catolicismo que freqüentemente é conservado pelos imigrantes na América, aqueles que utilizam "sua religião para sentir-se como parte de algo. Eles sentem que não ser católico romano é não pertencer e perder (sua) nacionalidade e suas raízes."

    7. Catolicismo apóstata ou desviado: o catolicismo romano que envolve os católicos alienados, retrógrados ou apóstatas, aqueles que em sua maioria são indiferen¬tes à Igreja Católica oficial.

    8. Catolicismo carismático: o catolicismo romano que busca "o batismo do Espírito Santo" e o falar em línguas, além de outros dons espirituais como sinais de maior espiritualidade católica.

    9. "Catolicismo" evangélico: o ramo dos antigos católicos romanos que são autenticamente evangéli¬cos e rejeitaram os ensinamentos antibíblicos de Ro¬ma, tendo freqüentemente optado por permanecer na Igreja Católica com o fim de evangelizar outros católicos.

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  15. Cara, é melhor estudar sobre a Igreja Católica em outras fontes. Essa é totalmente distorcida. Postagens como essa sua ultima me dão cada vez mais certeza que fiz o correto ao deixar de ser protestante.

    Mas vou esperar para ver se Rafael escreve alguma coisa para responder esse copycat engraçado, antes de mostrar as incoerências e afirmações gratuitas.

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  16. Essa resposta já foi dada !

    http://igrejareformacivilizacao.blogspot.com/2011/05/refutando-uma-resposta-sobre-divisao.html

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